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5 coisas que eu ODEIO em Dublin

Escrito por... Vivian

Você sai do Brasil com destino a Europa. Ahh, a Europa. Tudo é perfeito lá, as pessoas são educadas, o sistema funciona, quase um conto de fadas. Certo? Não! Odiar é uma palavra forte, eu sei, e talvez minha insatisfação com algumas coisas não chegue a tanto. Mas tá aí a minha lista das pequenas coisas do nosso dia-a-dia que eu odeio em Dublin.

VÔMITO, COCÔ DE CACHORRO E XIXI (DE GENTE GRANDE)

Isso não é brincadeira, eu juro. Se alguém me contasse a quantidade de vômito espalhado pelas ruas de Dublin, eu não acreditaria. Os irlandeses são sim muito educados e é por isso que eu simplesmente não entendo. Sorry! Certeza que você já viu aquelas fotos de ruas estreitas de paralelepípedos com vários pubs, bem do estereótipo irlandês mesmo. Pois bem, é lá mesmo que estão eles: os vômitos e os xixis. Isso sem contar durante as festas como St. Patricks Day, o cheiro fedor te leva a outra dimensão. Outro dia tivemos um caso na porta da escola que estudamos. Lá pelas tantas da madruga uma moça abaixa as calças e faz lá mesmo seu número 2. Acontece, né?

CHUVA MOLHA BOBO

O clima não é dos mais amáveis, então é natural estar na lista. A brincadeira de falar que por aqui faz todas as estações do ano em um dia só não é brincadeira, é a mais pura verdade. Tempo nublado é o que temos na maioria dos dias, mas de vez em quando aparece um sol tímido (e 20 e poucos graus) que te fazem morrer de calor. Tem o vento que a qualquer momento carregará alguém (sério!) pra outro continente. E tem também aquela chuvinha fraca sabe? Aquela que nem molha, a gente só abaixa a cabeça um pouco pra não incomodar o rosto e segue o caminho como todo mundo aqui. Ah, como ela me irrita. Tudo que eu queria era uma chuva de verdade por alguns minutos e só. Mas não… fica aquela garoa que não é suficiente pra te fazer parar em algum lugar e esperar mas que te faz chegar ensopado no seu destino.

QUEIMAR X CONGELAR

Há muito anos o ser humano vem sendo contemplado com a possibilidade de usar água quente… isso é incrível, principalmente no inverno. Mas infelizmente Dublin ainda não chegou lá. Calma, não se desespere. Aqui tem água quente, o problema é que as torneiras das pias são separadas. Então você precisa, literalmente, escolher entre queimar ou congelar a sua mão. Não existe um meio termo. E acredite, é uma decisão e tanto pra fazer quando você acabou de acordar.

CARTÃO DE DÉBITO

Eu sou pão dura mesmo, assumo. E não tem nada que odeio mais do que pagar por coisas que não acho justo. Em pleno século 21, num país desenvolvido, os bancos cobram mais ou menos 20 cents (que hoje corresponde a mais de 80 centavos em reais) cada vez que você usa o cartão de débito, independente do valor da compra. OI? Isso não entra na minha cabeça.

OS CAIXAS DE SUPERMERCADO

Em geral não tenho muito a reclamar sobre os supermercados daqui. Eles são normais, iguais ao do Brasil mesmo. A única diferença está na hora de pagar a compra. São duas opções: os caixas de autoatendimento e os caixas convencionais, com atendente. O autoatendimento funciona bem, quer dizer, tirando a voz irritante da moça que fala na gravação. O problema mesmo é com os atendentes. É difícil explicar minha implicância com eles para quem nunca veio aqui, mas vou tentar. O caixa passa seus produtos (igualzinho no Brasil) no detector de códigos de barra e vai colocando no espaço ao lado para você recolher e colocar na sua sacola. O problema é que ele faz isso na velocidade TURBO, do tipo 5 produtos por segundo e o “espaço ao lado” para colocar é do tamanho de um laptop. Conseguiu visualizar a dificuldade? São momentos tensos, ele vai fazendo uma torre, colocando uma coisa em cima da outra enquanto a gente tenta recolher sem colocar a melancia em cima do pão dentro da sacola. E se você demora, ahhhh se prepare, pois ele vai olhar com uma cara de c* pois você estará atrapalhando o fluxo da fila.

Suspiro.

Sobre o(a) autor(a)

Vivian

25 anos, goiana, sagitariana, engenheira e apaixonada pelo mundo. Compartilho aqui minhas experiências pelo mundo e incentivo você (é, você mesmo!) a viajar mais.

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