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Milão: A segunda vez foi melhor

Escrito por... Vivian
Visitar Milão nunca esteve nos meus planos, mas na nossa primeira viagem na Europa (lá em 2013) a capital da moda acabou sendo incluída pelo desejo de assistir o jogo do Inter (leia aqui na nossa sessão futebol). Aproveitamos para conhecer o Duomo, a Galleria Vittorio Emanuele, o Teatro Scala e todos os lerês dos marinheiros de primeira viagem. A cidade passou bem longe das minhas preferidas apesar de todos essas construções serem maravilhosas. Achei Milão uma cidade grande sem charme nem identidade e prometi nunca voltar.
A promessa foi em vão.

No início de setembro (2015) lá fomos nós embarcar para Milão, dessa vez com o objetivo de assistir o GP de F1 em Monza (leia mais), lá pertinho. Seriam quatro dias na cidade, que dividimos assim:

Dia 1 – Visitar a Expo Milão (dia todo)

Dia 2 – Treino do GP de Monza (dia todo)

Dia 3 – GP de Monza (dia todo)

Dia 4 – Descobrir uma Milão que nos surpreendesse

Os três primeiros dias foram verdadeiras maratonas. A Expo é enorme e as filas também, ou seja, o dia visitando os pavilhões passou longe de ser tranquilo. O GP de Monza fica dentro de um parque público imenso e adivinha? Só o que fizemos foi andar para descobrir o melhor ponto para assistir a corrida. Haja disposição para aguentar um fanático por automobilismo! No último dia, então, tudo que queríamos era sombra e água fresca, pé na areia… Subir a escadaria do Duomo? É lindo, eu sei, mas não. Bater perna entre a Galleria Vittorio Emanuele e a Loja Rinascence? Também não. Disputar a praça do Duomo com milhares de turistas e pombos? Não, muito obrigada, mas não.

Lá fomos nós então procurar um pouco de sossego e vida tranquila na capital business italiana. Para destinos de viagem eu não sou a maior fã de cidades grandes, prefiro sempre as pequenas e charmosas. E provavelmente foi por isso que nossa primeira passagem rápida por Milão não tenha me encantado tanto. Mas o fato é que esse dia me fez refletir sobre a cidade sem muitos turistas pra lá e pra cá.

Começamos nossa caminhada tranquila na Via Dante até chegarmos ao Castelo Sforzesco. O lugar é tão tranquilo que nem parece estar tão perto do burburinho turístico. O castelo fica junto ao Parco Sempione criando uma atmosfera deliciosa na qual o Bar Bianco (que mais parece uma casa na árvore) se torna perfeito para um café ou um vinho e uma boa conversa.

milao castelo sforzesco

Esse ano a inauguração da Eataly em São Paulo está fazendo muita gente feliz, então aproveitamos para conhecer uma das lojas mais antigas – a de Milão. Do parque até lá é bem perto para ir caminhando. A loja é o paraíso para os amantes da culinária italiana, muito bem planejada e com produtos bem frescos e de alta qualidade. Os restaurantes fazem jus ao lema da loja que tem conquistado o mundo: Eat better, live better… (Coma melhor, viva melhor…). A loja é menor do que eu esperava, mas possui em seus três andares os setores de vegetais, pães, massas, vinhos… tudo que uma mesa italiana precisa.

eataly milão

milão eataly

Alguns quilos a mais, encontramos na Corso Como a loja 10 Corso Como. Uma parada obrigatória para os amantes de design, moda, fotografia, papelaria, arquitetura e qualquer forma de arte. A fachada é linda e na entrada há um café em meio a um jardim e é preciso procurar a entrada da loja, que possui dois andares de pura identidade.

10 corso como milao

A Corso Como termina na Piazza Gae Aulenti, uma praça suspensa onde funciona um shopping aberto bem moderno com poucas mas selecionadas lojas ao redor de uma área de convivência com fontes. Passamos lá em uma segunda feira e o local estava bem movimentado, cheio de crianças se divertindo com a água das fontes, jovens brincando nas mesas de pimbolim e outros nem tão jovens apreciando um café na varanda da livraria.

piazza gae aulenti milao

piazza gae milao

A Piazza Gae Aulenti fica praticamente na estação Porta Garibaldi, de onde pegamos a linha verde do metro até a estação Porta Genova no intuito de conhecer Navigli, a chamada “velha Milão”. Os primeiros canais nos arredores de Milão foram criados por motivos de irrigação e transporte no século 10 e foram expandidos a partir do século 15 com a ajuda de (nada mais nada menos que) Leonardo da Vinci. Alguns séculos depois a região acabou esquecida e só ressurgiu há alguns anos quando diversos bares e restaurantes invadiram os canais e suas margens e criaram um point para os italianos.

navigli milao

O lugar é ótimo para um sorvete no final da tarde mas dizem que fica ainda mais bonito depois que o sol se põe. Nós não ficamos para conferir pois queríamos aproveitar um pouco mais nos restaurantes da Expo, mas isso eu conto em outro post. Durante a Expo o mercado metropolitano que fica no bairro foi reestilizado e está uma delícia, vale a visita também.

No mapa abaixo estão todos os pontos que visitamos em um dia muito tranquilo em Milão, para os que quiserem conferir.

E, posso dizer? Há charme em Milão!

Sobre o(a) autor(a)

Vivian

25 anos, goiana, sagitariana, engenheira e apaixonada pelo mundo. Compartilho aqui minhas experiências pelo mundo e incentivo você (é, você mesmo!) a viajar mais.

7 Comments

  • Ainda não conheço a Itália, mas não é a primeira vez que vejo alguém falando que não gostou muito de Milão. Eu já estava até desanimando com a cidade, mas pelo visto ainda vale me programar pra passar lá né!? Sou nômade digital e a Itália é um dos destinos que gostaria de fazer no ano que vem =D

    http://www.vainamala.com.br

  • Obrigada Mari. Milão ainda não está entre as preferidas mas com certeza tivemos uma viagem ótima descobrindo outros lugares da cidade.

  • Cynthia, a Itália é maravilhosa! Com certeza vale a pena sim. Sugiro começar por Milão para poder aproveitar a cidade, do contrário as vilas italianas te encantarão tanto que vai ser difícil acostumar com tanto concreto.

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