Europa Itália Milão

Para ler antes de assistir o GP F1 de Monza

Escrito por... Vivian

País Europeu, organização nota dez, não viríamos nada além do normal, certo? Não! Foram muitas surpresas, momentos engraçados e descobertas sobre o que deveríamos ter feito diferente, então essa lista é pra te ajudar.

É preciso começar entendendo que a pista fica dentro de um parque público, ou seja, uma área imensa com trocentas entradas diferentes. Isso dificulta muito para a organização controlar a entrada então muitos pontos são mesmo ignorados. Em alguns países da Europa eu diria que isso era um exemplo da confiança da população. Apenas as pessoas com ingressos deveriam entrar. Mas em tempos de crise os italianos não perdoaram e entraram mesmo sem ingressos. Eu posso até estar errada mas acho que quase metade da galera da geral era penetra. Mas você é honesto, capito?

Pra assistir à corrida você também vai precisar de alguns acessórios especiais caso faça parte da massa da torcida que compra o ingresso mais barato. Escada é o principal deles. Não entendi nada quando vi um monte de gente andando com escadas mas ai quando cheguei na pista tudo fez sentido. Neste ponto, sem ela só o que víamos era o aerofólio passando. Vale também barracas, cadeiras, mesas, todos os acessórios de camping que tiver.

Todo mundo feliz com suas escadas e nós só ouvindo o barulho…

 

Quem já foi em outros GPs está acostumado a não poder entrar com bebidas nem comidas, tem que comprar tudo lá. Nosso bolso econômico quase chorou quando viu sandubas a 6 euros (25 reais) e cerveja a 7 euros (30 reais) por lá. Dois dias inteiros de evento custariam uma pequena fortuna. Notícia boa, porém, você pode levar sua própria caixinha de isopor com tudo que quiser. Então, corre pro supermercado e se prepare para o evento. Se esquecer (ou não encontrar) gelo prepare suas técnicas e vá negociar com a tia do bar.

 

Eu e nossa marmita do dia.

 

Não faça a compra do mês ou você vai sofrer no dia seguinte. Lembra de quando eu falei que a pista é dentro de um parque? Pois é, imagina só o quanto vai andar. Aconselho a tirar uns dias de folga antes para estar preparado para uma maratona todos os dias. Andamos tanto, mas tanto, mas taaaaaanto que canso só de pensar.

 

monza f1 gp corrida autodromo

Pelas trilhas do parque

Quem veio de avião infelizmente vai ter que deixar o souvenir pra trás. Contamos uns dez pneus sendo levados no mesmo trem que o nosso. Tem souvenir mais original que esse? Nós passamos a oportunidade pois a Ryanair não ia gostar nada nada disso.

 

pneu monza f1

Feliz com o souvenir

Já ia me esquecendo de um detalhe importante. Dentro do parque a sinalização é péssima e para chegar onde quer sem precisar usar as táticas de escoteiro há alguns pontos de informação. No entanto, leve seu dicionário de italiano. Frases complexas como “Where are we?” e “Where is the exit?” não são facilmente entendidas. Mas eles tentam. Você pergunta pra um… que chama o outro… que chama o outro… aguarde que uma hora alguém te ajuda.

O GP de Monza é normalmente em setembro, época que ainda é bem quente no norte da Itália. Então, se bater aquele calor você pode vestir seus shorts de banho. Mas você não vai arriscar perder seu lugar né? Nem pense em ir ao banheiro, vista lá na torcida mesmo. Alguns segundos de cueca não vão matar ninguém.

Antes da corrida os pilotos chegam escondido da torcida e ficam na concentração, certo? Não em Monza. Aqui eles vêm de carro, param no estacionamento no meio do parque e caminham até a entrada. Consegue imaginar a multidão querendo uma foto e um autógrafo? Pois é… os torcedores fazem a festa e aproveitam para ver mais de perto o piloto preferido (só da Ferrari por aqui, claro!).


E pra terminar, ainda tem a famosa invasão da pista para ver o pódio. O esquema é simples e bem organizado. Alguns minutos antes da volta final, muita gente se posiciona (estrategicamente) próximo aos portões, que são abertos assim que os carros entram para os boxes. Ai é simples, acelera e vai correndo disputar um lugar na frente do pódio. Acredite, vale a pena cada pisão no pé e cada suvaco suado pra se juntar aos fanáticos italianos gritando pela Ferrari (e pelo Massa também!).

Sobre o(a) autor(a)

Vivian

25 anos, goiana, sagitariana, engenheira e apaixonada pelo mundo. Compartilho aqui minhas experiências pelo mundo e incentivo você (é, você mesmo!) a viajar mais.

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